Em nenhum país do mundo, os médicos cubanos estão
sendo tratados como no Brasil. Aqui, são chamados de "escravos" por colunistas
da imprensa brasileira e hostilizados por médicos pouco civilizados, como se
estivessem roubando seus empregos e suas oportunidades. Foi o que aconteceu
ontem em Fortaleza, quando o médico cubano negro foi cercado e vaiado por
jovens profissionais brasileiras.
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| Médicas brasileiras vaiando um médico cubano que veio trabalhar no Brasil |
Ontem, o governo também publicou um decreto
limitando a atuação dos profissionais estrangeiros ao âmbito do programa Mais
Médicos – mais um sinal de que nenhum médico brasileiro terá seu emprego
"roubado" por cubanos, espanhóis, argentinos ou portugueses. Ainda
assim, cabe a pergunta. Com quem fica a população: com o negro cubano que vai
aos rincões salvar vidas ou com os médicas que decidiram vaiá-lo?
Reportagem: Tribuna Hoje, Alagoas



