As
comunidades de Poção de Santo Antônio e Barro, assumiram em reunião coordenada
pela CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional), sua auto definição
como QUILOMBOLAS, essas duas comunidades étnico-raciais segundo critérios de
autoatribuição, com trajetória própria, dotadas de relações territoriais
especificas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a
resistência à opressão histórica. Segundo o Vereador Aristóteles Gomes de Sá,
mentor dessa ação, que também se identifica como quilombola, e luta para o
reconhecimento do Bairro Tomba, em transformar como Quilombo Urbano, esse
trabalho iniciou desde 2010, com o Projeto Educativo e Cultural Tecendo a
Historia do Tomba e Poção” Construindo identidade, idealizado por pelos
professores João Pereira, Herinalva Barbosa e Marlice Cantunília, todos da
comunidade tradicional do Tomba, com o objetivo de desenvolver uma politica
afirmativa, sustentável dos povos e comunidades tradicionais.
BREVE
HISTÓRICO
As
comunidades quilombolas localizam-se em 24 estados da federação, sendo a Bahia
um estado que figura com maior parte de comunidades quilombolas. Paratinga
apesar de suas características e costumes, nunca foi vista pelo poder público,
porém, aconteceu de uma forma voluntária de Toge que chamou atenção da
sociedade e consegui criar no Poção de Santo Antônio sua primeira Associação
dos Remanescentes Quilombolas Lagoa do Jacaré, que neste domingo (13/10/2013)
conseguiu dar um passo importante para a sua certificação. Além dos quilombos
constituídos no período da escravidão, muitos foram formados após a abolição
formal da escravatura, pois essa forma de organização comunitária a ser, para
muitos, a única possibilidade de viver em liberdade. De um modo geral, os
territórios de comunidades remanescentes de quilombo originaram-se em
diferentes situações, tais como doações de terras realizadas a partir da
desagregação da lavoura de monoculturas, como a cana-de-açúcar e o algodão,
compra de terras, terras que foram conquistadas por meio da prestação de serviços,
inclusive de guerra, bem como áreas ocupadas por negros que fugiam da
escravidão. Há também as chamadas terras de preto, terra de santo ou terras de
santíssima, que indicam uma territorialidade vinda de propriedades de ordens
religiosas, da doação de terras para santos e do recebimento de terras em troca
de serviços religiosos.




