Após confirmar que liberaria o repasse emergencial de R$
2 bilhões para as prefeituras de todo o país, o governo federal informou aos
municípios nesta quinta-feira (28), dia do depósito da quantia, que não
pagará mais o valor. Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da União dos
Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro (PSD), acusou a gestão federal de
condicionar a liberação do dinheiro para os prefeitos ao apoio à reforma da
Previdência. “Eles disseram que, até o final da tarde, não conseguiram fechar
as contas. Mas não foi nada disso. Foi uma molecagem deles. Eles fizeram uma
tentativa de golpe com essa manobra para votar a reforma”, criticou, em tom
irritado, o comandante da UPB. Ainda segundo Eures, o governo “enganou e
sapateou” com os municípios. “O sentimento é de revolta no Brasil.
Eles tinham feito reunião em Brasília, dizendo que
pagariam neste ano”, lamentou. Com a Medida Provisória do Auxílio Financeiro
aos Municípios, como era chamado o repasse, a estimativa é de que a Bahia
receberia R$ 200 milhões para serem repartidos entre as cidades. No último dia
26, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, admitiu que o governo
federal está condicionando a liberação de financiamentos para os estados em
troca de apoio à reforma. A declaração gerou revolta nos governadores do
Nordeste, que chegaram a fazer uma carta ameaçando processar Marun caso as
ameaças continuem. (Bahia Notícias).



