Proporcionalmente, para cada homicídio de não negro no
Brasil, 2,4 negros são assassinados, em média. Esta é uma das conclusões da
nota técnica "Vidas Perdidas e Racismo no Brasil", divulgada pelo
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta terça-feira, 19, que
aponta a Bahia no sétimo pior lugar entre os estados brasileiros com mais
homicídios de negros.
Os números, de 2010, apontam que quase 50 negros, em 100
mil morrem por homicídio, enquanto entre os não negros esse número é de pouco
mais de 10 por 100 mil. A média nacional é de 36 negros mortos para 15,2 de não
negros. Levando-se em conta a tabela "Perda de Expectativa de Vida por UF,
Homens Negros", a posição do Estado é ainda mais baixa: fica como o quinto
pior do País.
No caso de não negros, a Bahia está na 18ª posição quando
se avalia as perdas de vida por homicídios, suicídios, acidentes de transporte
e outros acidentes. Na faixa dos 10% mais pobres do país, entre os negros o
percentual sobe para 11,66%, enquanto entre não negros é de 5,41%.
Segundo a nota técnica do Ipea, divulgada na véspera do Dia da Consciência Negra, o objetivo do trabalho "não é fazer uma discussão ontológica e extensiva sobre o racismo, mas simplesmente discutir como as evidências empíricas envolvendo homicídios, segundo a cor/raça, podem estar relacionadas a este conceito". Informações portal A Tarde.



