Assim como a pele e os cabelos, as unhas também
envelhecem. Pode parece estranho, já que elas crescem e são trocadas
periodicamente, mas com o passar dos anos, a estrutura química que compõe as
unhas sofre uma série de modificações. Por exemplo, o teor de gordura, que já é
baixo em condições normais, sofre uma queda com a idade que é independente da
dieta ou de doenças como a hipercolesterolemia (colesterol alto). Essa
diminuição leva também as unhas a perderem água com mais facilidade. As unhas
assim desidratadas tornam-se quebradiças e mais finas, uma condição muito vista
nas unhas das mãos de pessoas mais velhas.
Por
outro lado, as unhas dos pés tendem a ficar mais grossas e espessadas, podendo
muitas vezes ficar com um aspecto semelhante a uma garra, devido a um
crescimento desordenado da unha e o trauma frequente com os calçados ao longo
da vida. Aliado a isso, os idosos têm dificuldade em cortar as unhas dos pés,
devido à postura que devem assumir para fazê-lo ou mesmo por conta da
consistência mais endurecida delas.
Outro
sinal de envelhecimento bastante comum é o surgimento de riscos longitudinais
paralelos nas unhas das mãos, que podem ou não quebrar na ponta, levando a unha
a enganchar em roupas e cabelos. Essa condição é totalmente benigna e
corresponde aos cabelos brancos que vemos nas pessoas mais velhas. O tratamento
é cosmético: lixamento, polimento e aplicação de bases esmalte para melhorar o
aspecto visual das unhas.
Por
conta das alterações que ocorrem nas unhas das mãos que acabamos de descrever,
os idosos? e com maior frequência as mulheres? sofrem de síndrome das unhas
frágeis, que deve ser tratada pelo dermatologista com suplementação de
vitaminas e hidratação noturna, além de orientações para não piorar o quadro:
lixar as unhas ao invés de cortá-las, evitar mexer em água e produtos químicos
sem luvas e mantê-las curtas, evitando remover toda a cutícula.
Quanto
às unhas dos pés, que ficam mais grossas, é importante afastar as micoses de
unha, pois estas são muito frequentes nos indivíduos mais velhos e também mais
difíceis de tratar: com o passar dos anos as unhas crescem mais lentamente,
sendo assim mais facilmente atacadas pelos fungos. Para saber se é ou não
micose é importante procurar o dermatologista, que deve solicitar o exame
adequado para identificar o fungo e, assim, poder iniciar o tratamento correto
e adequado a cada caso. Fonte: Minha vida / MSN.



